IMPORTANTE
Buscamos parcerias para testes de frações do óleo de urucum como repelente ao Aedes aegypti.
Os
caboclos já sabiam há muito tempo o que agora está sendo estudado: as
sementes de urucum podem conter muito mais do que os pigmentos corantes
que lhes dá tanta fama. As sementes de urucum têm sido utilizadas no
tratamento popular das mais variadas moléstias. O uso tradicional das
sementes de urucum é apresentado por Barbosa Filho (2006) que entre
várias funções cita sua utilização como repelente de insetos. Essa
propriedade, se confirmada, deve estar em uma das frações que separamos
das sementes de urucum. Para essa confirmação estamos buscando parceiros que estejam
habilitados a conduzir esses testes (principalmente como repelente contra o Aedes aegypti). Podemos oferecer as frações já separadas que, acreditamos, tenham essas propriedades.Quem se interessar e for habilitado a conduzir esses testes pode entrar em contato conosco pelo email carvalho@ital.sp.gov.br
A propriedade repelente do urucum foi confirmada em um estudo conduzido por GIORGI e colaboradores (2013) que citam o potencial de extratos das sementes como repelente ao
Aedes aegypti. SANGHONG e colaboradores (2014) também observaram a mesma atividade repelente dos extratos de sementes de urucum. ANDRADE (2008) discorrendo sobre propriedades de repelentes de mosquitos cita que a
pressão de vapor é um dos principais fatores relacionados ao poder
repelente dessas substâncias e que o ponto de ebulição geralmente está
entre 100C e 300C. Essa propriedade torna as substâncias repelentes
voláteis, agindo antes mesmo do mosquito pousar.
Nossos
laboratórios trabalham já há algum tempo com o fracionamento e
identificação de outras substâncias presentes nas sementes de urucum
além dos pigmentos que as caracterizam. Entre essas substâncias
destacamos o isolamento do geranilgeraniol e dos tocotrienóis. Outras
frações também estão sendo separadas e estudadas e, entre elas, uma tem
se mostrado promissora para o uso como repelente natural ao
Aedes aegypti.
Essa hipótese é levantada por algumas propriedades dessa fração como:
característica apolar, ou seja, similar aos extratos que apresentaram os
melhores resultados nos estudos de GIOGI et al (2013) e SANGHONG et al
(2014); sua pressão de vapor é mais elevada quando comparada às demais
frações, um dos fatores importantes citados por ANDRADE (2008). Além
disso, duas outras características poderão contribuir para seu sucesso: a
ausência de pigmentos e o aroma suave.
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